Kevin Warsh foi confirmado como presidente do Federal Reserve dos EUA pelo Senado, em votação marcadamente partidária. A aprovação ocorreu na quarta-feira, 54 votos a favor e 45 contra. Ele substitui Jerome Powell, cujo mandato termina nesta sexta-feira.
A confirmação de Warsh representa a margem mais estreita desde 1977 para a nomeação de um chair do Fed. Apenas o senador John Fetterman, do Partido Democrata, votou a favor, segundo registros oficiais.
Warsh enfrentará um equilíbrio difícil, sob pressão de Donald Trump para reduzir as taxas de juros. O presidente já informou esperar cortes, enquanto a economia enfrenta inflação recente e tensões no cenário internacional que elevam o custo de vida.
Contexto econômico e cenário político
Economistas apontam inflação em 3,8% no acumulado de abril, o maior patamar desde maio de 2023, o que alimenta debate sobre manter ou subir as taxas. O aumento é puxado por custo de energia e, parcialmente, por incertezas com o estreito de Hormuz.
O novo chair herdará uma instituição com posição dividida entre cortes e sustentar a política atual. Warsh se comprometeu a defender a independência do Fed e a não atuar como um recurso do governo, segundo o que ele afirmou na sabatina ao Senado.
Desdobramentos e próximos passos
Warsh já teve passagem anterior como governador do Fed (2006-2011) e assume em meio a críticas de autoridades e especialistas. A mudança ocorre após uma gestão de Powell marcada por conflitos com a administração sobre o ritmo de cortes.
O processo de confirmação foi visto como sinal de maior politização de nomeações para cargos de destaque no Poder Executivo, segundo analistas. A nomeação segue para tramitar formalmente junto ao gabinete presidencial para efeito de posse final.
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