Donald Trump alterou o eixo de sua política de IA. O presidente passou a defender que empresas submetam seus modelos de IA a um comitê de avaliação de riscos, em vez de manter o setor sem supervisão. A mudança acontece após o surgimento de ferramentas que afetam a segurança cibernética mundial.
Historicamente, o governo americano criticava a regulação. O previous governo, republicano, minimizou a necessidade de controles mais rígidos. Nessa linha, o então vice-presidente JD Vance defendia menos regulação para não frear a inovação. Hoje, o cenário parece distinto.
A mudança de posição ganhou contornos práticos com a divulgação de planos para um decreto regulatório. A ideia é exigir que modelos de IA sejam comprovadamente seguros antes de uso amplo, similar ao processo de aprovação de remédios. A meta é reduzir riscos para negócios e governo.
Regulação de IA ganha espaço
O impulso regulatório ganhou força após surgirem ferramentas como Mythos, da Anthropic, consideradas de alto risco. Relatórios indicam que Mythos teste em 40 grandes empresas, incluindo Microsoft e Apple, além de órgãos do governo dos EUA. A Anthropic se envolve em disputa judicial com a administração Trump.
Em paralelo, o governo norte-americano anunciou a preparação de um decreto para regular IA. A proposta prevê avaliação de segurança de modelos, com passos parecidos aos aprovados pelo FDA. A fala de Kevin Hassett, diretor do Conselho Nacional Econômico, descreve a medida como proteção a negócios e Estado.
Ataque de IA gera preocupação
Ao mesmo tempo, a Alphabet informou ter detectado um ataque de IA com vulnerabilidades zero day. O Google relatou que o incidente envolveu uma ferramenta similar ao Mythos e que já foi contido. A empresa não informou atacantes nem alvos específicos, apenas comunicou autoridades competentes.
Essa evidência reforça o debate sobre checagens pré-uso de IA em ambientes corporativos. O tema ganha relevância global, com diplomatas de Trump buscando acordos para reduzir tensões durante a visita à China, iniciando nesta semana. A comparação com tratados de armas sugere a gravidade da questão.
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