A decisão do governo Lula de zerar a cobrança federal sobre compras internacionais de até 50 dólares, conhecida como a taxa das blusinhas, foi anunciada para valer de imediato. A medida vem acompanhada de uma portaria que suspende as taxas sobre produtos importados de pequeno valor. A Casa Civil destacou que a medida favorece o consumo popular.
Segundo a leitura de Bastidores, o recuo aparece como pragmatismo eleitoral diante do desgaste da taxa nas redes e na percepção de aumento de custos para quem compra no exterior. A decisão ocorreu em um contexto de alta cobrança sobre impostos e críticas à política econômica.
Janja, primeira-dama, tem sido apontada como influente no tema. Partes do governo indicam que ela alertou sobre riscos eleitorais da cobrança e incentivou o presidente a recuar. A avaliação é de que a atuação dela foi decisiva no convencimento político no Planalto.
Analistas veem a mudança como tentativa de recuperação de popularidade às vésperas das eleições. O tema já era explorado pela oposição como exemplo de aumento de encargos tributários, alimentando a narrativa de governo caro para a rotina do cidadão.
Entidades do setor produtivo manifestaram preocupação. Pequenas empresas e a indústria antiga cobraram cuidado com a concorrência de plataformas estrangeiras e com impactos sobre empregos. A Fiesp pediu ao Congresso que reavalie a medida provisória.
A discussão no Congresso deve considerar danos e ganhos políticos. Parlamentares enfrentarão pressão popular ao mesmo tempo em que avaliam impactos setoriais. A tendência é que haja mobilização para evitar contrarreação de fatores econômicos relevantes.
A estratégia atual do governo é, segundo analistas, investir em medidas populares para melhorar rapidamente a percepção pública. O paralelo com ações de campanhas passadas, inclusive durante gestão anterior, é citado para explicar o movimento político no momento.
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