O Senado começou a repercutir nesta quarta-feira (13) o diálogo entre o pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, revelado pelo Intercept Brasil. Segundo a reportagem, Flávio pediu apoio financeiro para a produção de um filme em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração ocorreu durante a sessão plenária em Brasília.
Na tribuna, o líder do PT, Jaques Wagner, avaliou a conversa como significativa, citando a solicitação de recursos para a conclusão do filme. Ele afirmou que o diálogo mostra aspectos do que chamou de “gênero” de conversa entre as partes, destacando que Vorcaro hoje está preso.
O líder da oposição no Congresso, Izalci Lucas, defendeu Flávio ao dizer que o pedido de patrocínio teve tratamento natural, citando o histórico do grupo Master como financiador de eventos. Segundo ele, o caso não é novidade para quem acompanha o tema.
O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, afirmou que, se o áudio for verdade, o mandato de Flávio Bolsonaro pode ser cassado. Em pronunciamento, ele disse que a existência do áudio exigiria avaliação severa sobre a posição do senador no Parlamento.
Flávio Bolsonaro confirmou, em nota, que houve o diálogo e afirmou que se tratava de um patrocínio privado para um filme privado. Ele negou oferecer vantagens, negar encontros fora da agenda ou intermediar negócios com o governo. A defesa de Vorcaro não comentou o assunto.
Além disso, o pré-candidato reiterou que conheceu Vorcaro em dezembro de 2024, período em que o ex-banqueiro não tinha acusações públicas. Flávio também reiterou o apoio à instalação de uma CPI do Banco Master para esclarecer as responsabilidades do caso.
Reações no Senado
A sessão consolidou posições divergentes entre aliados e opositores. A defesa de Flávio ressalta que o diálogo envolve patrocínio privado e não representa favorecimento oficial. Já opositores reforçam a necessidade de apuração rigorosa. As próximas semanas devem trazer desdobramentos.
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