O pré-candidato à Presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou à GloboNews, nesta quinta-feira (14), que pediu recursos a investidores para financiar o filme biográfico Dark Horse sobre Jair Bolsonaro. Segundo ele, o projeto é privado e financiado com recursos privados, apresentado como uma produção cultural.
Flávio explicou que a participação dele consistiu em buscar investidores para viabilizar o longa, com retorno financeiro esperado pelo empreendimento cultural. O senador afirmou que os recursos foram destinados ao advogado Paulo Calixto, de confiança da família, responsável por conduzir o processo de green card do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
O parlamentar disse que o fundo é fiscalizado pela SEC, equivalente à CVM no Brasil, e que houve prestação de contas periódica. Ele negou irregularidades e afirmou que, se houve qualquer aporte ao escritório de advocacia, este seria gerido por alguém da confiança da família, dentro de exigências legais.
Investidores, contrato e cobranças
Flávio informou que Vorcaro foi um dos mais de dez investidores que participaram do projeto por meio de contratos formais com expectativa de retorno. Relatou que as parcelas foram pagas conforme o cronograma, até deixar de ocorrer os pagamentos e provocar cobranças por parte dos gestores.
O senador disse ter negado ter mantido contato com Vorcaro por conta de uma cláusula de confidencialidade no contrato. Afirmou ainda que não houve contrapartidas oferecidas ao empresário e que a relação ocorreu apenas no contexto do financiamento do filme.
Ele reforçou que não há evidências de envolvimento pessoal com Vorcaro e que o termo irmão, usado em mensagens, corresponde a uma gíria comum no Rio de Janeiro. Flávio também citou a necessidade de apurar responsabilidades no caso envolvendo o Banco Master e defendeu a instalação de uma CPMI para esclarecer as informações.
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