O governo federal aprovou, em novembro do ano passado, a Política Nacional de Linguagem Simples. A medida obriga órgãos públicos a escrever de forma clara em formulários, contratos, portais e apps, para facilitar serviços como SUS, escola e contas de luz.
A norma orienta evitar termos estrangeiros, começar pela informação essencial e usar voz ativa sempre que possível. Guia ainda o uso de palavras comuns, frases curtas e ordem direta, reduzindo o juridiquês presente em muitos textos oficiais.
A proposta reconhece o desafio: grande parte da população tem alfabetismo funcional, dificultando a compreensão de textos complexos. Dados indicam que parte relevante dos cidadãos lê, mas não interpreta com precisão.
Origens e impactos
A ideia de clareza na comunicação pública é globalmente discutida há décadas, com normas internacionais surgindo em diferentes países. Histórias históricas mostram que estilos rebuscados persistem por razões culturais e de tradição.
Pesquisas sobre comunicação empresarial indicam perdas significativas de tempo e custos devido a mensagens confusas. Estudos sugerem que tanto público quanto privado enfrentam dificuldades em interpretar textos complexos.
Desafios de implementação
Especialistas apontam que criar textos claramente compreensíveis envolve treinamento, revisão constante e políticas públicas consistentes. A mudança cultural nas redações oficiais demanda recursos e paciência, além de acompanhamento de resultados.
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