O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, comentou a troca de mensagens entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, reveladas na quarta-feira, 13. Ele afirmou que há uma ligação entre os envolvidos no caso do Banco Master e o governo Bolsonaro, citando doações de campanha e relações políticas.
Segundo Haddad, Vorcaro teria tido autorização para operar o Banco Master pelo presidente do BC na época, indicado por Jair Bolsonaro. O ex-ministro também disse que houve doações de campanha para Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, além de relações de Vorcaro com ministros e assessores próximos ao governo. Alega ainda que houve propostas de emenda envolvendo o Fundo de Garantia de Crédito, consideradas por Haddad como prejudiciais ao sistema financeiro.
O ex-ministro citou emendas associadas ao governo Bolsonaro e afirmou que Vorcaro seria “rebento” do governo. As informações sobre as doações, feitas por Fabiano Zettel, somariam cerca de 5 milhões de reais. Haddad ainda afirmou, em entrevista coletiva, que a relação entre Vorcaro e integrantes do governo é ampla e contínua.
Áudios de Flávio para Vorcaro
Uma reportagem do The Intercept Brasil revelou mensagens, incluindo áudios, entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro. O conteúdo envolve cobrança de 134 milhões de reais para financiar o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, valor considerado excessivo para produções nacionais.
O valor chamou atenção ao comparar com custos de filmes nacionais premiados recentemente, como Ainda Estou Aqui (48 milhões) e O Agente Secreto (28 milhões). Flávio Bolsonaro teria se referido a Vorcaro como “irmão” e ofrecido apoio, com mensagens trocadas entre novembro de 2025.
A PF deflagrou, na terça-feira, 18, a Operação Compliance Zero, que mira emissão de títulos de crédito falsos envolvendo instituições do Sistema Financeiro Nacional. A operação resultou na prisão de Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, do tesoureiro Alberto Félix e de Vorcaro.
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