Na quarta-feira (13), o MPF acionou o TRF1 para tentar suspender a licença ambiental que autoriza a Petrobras a perfurar o bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas. A medida ocorre após o vazamento de mais de 18 mil litros de fluido sintético registrado no início do ano.
O pedido envolve a Justiça Federal do Amapá, que manteve a autorização anteriormente, mesmo com o registro do incidente. O MPF busca a suspensão provisória para reavaliar os impactos ambientais e a segurança da operação. Não houve informações sobre prazos para decisão.
Em evento na cidade de Camaçari (BA), nesta quinta-feira (14), o presidente Lula defendeu a exploração de petróleo na Margem Equatorial e anunciou intenção de avançar em parceria com a Pemex, estatal mexicana, para explorar no Golfo do México. A fala ocorreu durante anúncio de investimentos da Petrobras na Bahia.
Magda Chambriard, presidente da Petrobras, afirmou ter mantido conversas com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, sobre oportunidades de colaboração com a Pemex para explorar a porção mexicana do Golfo do México. O objetivo é ampliar atividades em águas profundas com participação internacional.
Desde 2024, o governo tem enfatizado a exploração na Margem Equatorial, faixa que vai do Amapá ao Rio Grande do Norte. Em outubro de 2025, o Ibama autorizou a Petrobras a perfurar um poço em águas profundas na região, destinando-se exclusivamente à pesquisa exploratória.
Nessa semana, Lula destacou que a Petrobras é um modelo para empresas globais, ressaltando a necessidade de ampliar a atuação em outros mercados, incluindo países africanos. A declaração foi feita no mesmo contexto de discussão sobre parcerias estratégicas da estatal.
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