O pai do banqueiro Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro, foi preso nesta quinta-feira (14/5) pela Polícia Federal. Ele é alvo da sexta fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraude financeira ligada ao banco Master. A prisão ocorre em Belo Horizonte, durante o andamento das apurações.
Segundo o material divulgado pela PF, Henrique Vorcaro foi identificado como peça-chave nas movimentações financeiras associadas ao núcleo que envolve o grupo do empresário. A investigação aponta fluxos financeiros suspeitos ligados ao conglomerado Multipar, do próprio Henrique.
A doação de R$ 1 milhão feita em 2022 ao diretório estadual do partido Novo em Minas Gerais está registrada no site do TSE. Naquele ano, Romeu Zema, filiado ao Novo, disputava a reeleição ao governo de Minas.
Doação e posicionamento das partes
Zema afirmou ao Metrópoles que o dinheiro foi destinado ao partido e não a sua campanha pessoal. Ele garantiu que nenhum recurso de Henrique Vorcaro foi utilizado na campanha do então governador. O ex-governador também disse não haver suspeitas contra a família à época da doação.
O Novo em Minas Gerais informou, em nota, que defende o andamento das investigações sobre o caso Master pela PF. A legenda ressaltou que, à época da doação, não eram conhecidas as ilegalidades envolvendo Vorcaro e que, desde a revelação, seus parlamentares têm criticado os investigados.
Contexto da investigação e defesa
A PF relatou que a quantia movimentada pelo núcleo de Daniel Vorcaro superou bilhão de reais em operações de 2020 a 2025, com registros associados à CBSF DTVM, conhecida como REAG. A corporação também apontou que a descoberta ocorreu a partir de medidas de bloqueio na segunda fase da operação.
A defesa de Henrique Vorcaro afirmou que a prisão se baseia em fatos cuja licitude ainda não está comprovada no processo. O advogado disse que pretende demonstrar as informações relevantes para esclarecer o caso e questionou a existência de testemunhas entre policiais federais que seriam informantes.
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