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PF preso por ameaçar ex-jogador da NBA; entenda o caso

PF aponta que policial federal preso ameaçou ex-jogador da NBA Rony Seikaly para pressionar ex-namorada ligada ao Banco Master, em fase da Compliance Zero

Ex-jogador da NBA Rony Seikaly
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Na sexta-feira (14/5), a Polícia Federal prendeu o policial federal Anderson Wander da Silva Lima durante a 6ª fase da operação Compliance Zero, que mira o escândalo de corrupção do Banco Master. A ação, realizada nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, cumpriu sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão. As investigações apontam para ligações entre agentes da PF, o empresário Henrique Vorcaro e operadores ligados ao esquema.

Segundo a PF, Anderson promoveu ações que iam além da proteção de informações do grupo, incluindo a montagem de pressão sobre pessoas consideradas adversárias, com uso de dados para fins privados. Ao longo das mensagens interceptadas, fica registrado o empenho de encaminhar pressões contra o ex-jogador Ronald Seikaly, conhecido como Rony Seikaly, e atual DJ.

Rony Seikaly, ex-jogador da NBA entre 1989 e 1999, atuou por times como Miami Heat e Golden State Warriors, além de ter passado pelo Barcelona. Hoje, ele trabalha como DJ. Em relação ao vínculo com Martha Graeff, a ex-namorada de Daniel Vorcaro, Seikaly é pai de uma filha com Graeff, que teve relação com Vorcaro no passado.

A operação também envolve o histórico entre Vorcaro e o Banco Master. Em fases anteriores, o proprietário do banco teria citado a possibilidade de pagar somas elevadas para prender o ex-marido de Graeff, segundo registros obtidos pela polícia. Na 3ª fase da Compliance Zero, mensagens atribuídas ao dono do Banco Master mencionavam a oferta de até US$ 50 milhões para prender o ex-marido da namorada.

Entre os presos na 6ª fase estão pessoas ligadas ao núcleo financeiro e à operação criminosa, incluindo o pai de Daniel Vorcaro, agentes da PF ainda ativos, uma delegada e um policial federal aposentado, além de um suspeito de operar o jogo do bicho no Rio de Janeiro. As ações visam esclarecer o papel de cada um no esquema de corrupção investigado pelo tribunal.

A defesa de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, contestou a prisão desta quinta-feira. O advogado afirmou que a decisão baseia-se em fatos cuja licitude e lastro econômico ainda não estão devidamente comprovados no processo. A defesa promete apresentar explicações e esclarecer os apontamentos feitos pela investigação.

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