O senador Ronald “Bato” Dela Rosa, procurado pelo Tribunal Penal Internacional, deixou o Senado após o caos causado pela possível prisão. Ele é acusado de crimes contra a humanidade no caso ligado ao governo de Duterte e estava sob proteção do Senado desde segunda-feira.
Tiros foram ouvidos no prédio na noite de quarta-feira, enquanto apoiadores de Dela Rosa se mobilizavam após ele postar pedidos de ajuda nas redes. Testemunhas disseram que o ambiente ficou tenso e houve correria entre visitantes e funcionários.
O presidente do Senado, Alan Peter Cayetano, afirmou que Dela Rosa não permanece mais no local. Uma mensagem de texto atribuída à esposa do senador pediu desculpas pela turbulência causada pela presença dele.
Contexto político e desdobramentos
O impasse no Senado desafia a autoridade do presidente Ferdinand Marcos Jr., que até agora não confirmou a fuga ou a autoria dos disparos. Marcos nega ter ordenado a prisão do aliado de Duterte.
A polícia investiga o episódio, com cápsulas de balas e carregadores apreendidos. Um detido forneceu nomes a serem verificados, e há indícios de que a situação pode ter sido encenada, segundo autoridades.
O TPI publicou o mandado de prisão contra Dela Rosa na última segunda-feira. O político apresentou recurso na Suprema Corte, contestando a jurisdição do TPI após o país deixar o Estatuto de Roma em 2019.
O caso envolve tensões entre as famílias Duterte e Marcos, com Sara Duterte, filha de Duterte, buffering da oposição política enquanto enfrenta impeachment no Senado. O desfecho pode redefinir alianças no cenário filipino.
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