Após divulgação do Intercept Brasil, surge novo aponto de tensão sobre a cinebiografia de Jair Bolsonaro. A reportagem aponta que a produtora associada ao projeto Dark Horse recebeu mais de 100 milhões de reais da Prefeitura de São Paulo por meio de uma ONG contratada para instalar Wi-Fi gratuito em comunidades da capital.
Segundo o levantamento, a assinatura ocorreu em 2024, durante a gestão do prefeito Ricardo Nunes. A ONG Instituto Conhecer Brasil, presidida por Karina Ferreira da Gama, foi contratada por meio de licitação que teve apenas uma proposta, apresentada pela própria ONG.
Ainda conforme o Intercept, cerca de 3,2 mil dos 5 mil pontos de internet previstos teriam sido instalados. A maior parte das ações ocorreu no período eleitoral de 2024, quando Nunes disputava a reeleição.
Licitação e desdobramentos
O edital chegou a sofrer questionamentos do Tribunal de Contas do Município, que identificou possíveis irregularidades e recomendou a suspensão do processo. A licença de operação envolve a Go Up Entertainment, empresa responsável pela produção do filme, com direção de Cyrus Nowrasteh e atuação de Jim Caviezel.
Além disso, a Academia Nacional de Cultura, outra ONG ligada a Karina, recebeu em 2024 cerca de R$ 2,6 milhões em emendas parlamentares de deputados aliados ao PL. Os recursos seriam destinados à produção de uma série documental ainda não lançada.
Emendas e posicionamentos
Entre os parlamentares citados estão Alexandre Ramagem, Carla Zambelli, Bia Kicis e Marcos Pollon. A deputada Tabata Amaral questionou as emendas ligadas a Mário Frias, então deputado pelo PL, para o projeto Dark Horse. A Câmara dos Deputados, em abril, sinalizou apoio às emendas após justificativas apresentadas, conforme reportagem.
Até o fechamento deste texto, a Prefeitura de São Paulo e o prefeito Ricardo Nunes não haviam se manifestado. A reportagem permanece acompanhando novas informações e eventuais respostas oficiais.
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