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Royalties do petróleo exigem revisão urgente

STF deve atentar para o peso do aumento de royalties, que cresceu 5.204% desde 1999, ampliando a concentração de receitas entre estados e municípios

Plataforma de petróleo no Rio de Janeiro - Bruno Domingos - 16.abr.2021/Reuters
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A discussão sobre a partilha dos royalties do petróleo volta a ganhar força no Brasil, reacendendo disputas entre estados produtores e não produtores. O tema envolve como a compensação pela exploração de recursos naturais deve ser distribuída entre União, estados e municípios.

Especialistas veem o regime atual como desatualizado e concentrador. O modelo vigente concentra mais recursos em entes federados produtores, enquanto os não confrontantes passam a receber parcela maior com mudanças recentes. A discussão ganha contornos jurídicos relevantes para o equilíbrio fiscal.

A questão ganhou adesões e críticas com a atuação recente do Supremo Tribunal Federal. Estão em pauta impactos constitucionais, o papel da compensação ambiental e a ideia de que o petróleo pertence à União, e, por consequência, a todos os brasileiros. As decisões podem redesenhar o mapa de receitas.

Contexto histórico

Desde 1985, a lei que dispõe sobre os royalties marítimos distribui parte da arrecadação aos estados e municípios. Em 1997 houve revisão de percentuais com a elevação de receitas, mantendo a regra de convivência entre entes. Mudanças posteriores alteraram pesos entre confrontantes e não confrontantes.

Debate no STF

A ministra Cármen Lúcia sustentou que a partilha com estados não confrontantes pode violar dispositivos constitucionais. Ela também levantou a tese de que parte dos recursos de ICMS de combustíveis seria destinada aos estados consumidores, embora esse raciocínio tenha sido contestado por especialistas.

Panorama econômico

A receita com royalties cresceu mais de 5.000% desde 1999, refletindo a produção de petróleo em águas profundas. Mesmo com esse crescimento, a distribuição permanece concentrada, acentuando desigualdades entre entes federados. Autoridades ressaltam que a compensação deve contemplar gerações presentes e futuras.

Desdobramentos possíveis

Especialistas destacam que a discussão envolve não apenas questões técnicas, mas também a governança fiscal federal. A tendência é buscar uma repartição que preserve a função de compensação pela exaustão de recursos, sem favorecer excessivamente um grupo de entes federados.

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