A investigação da sexta fase da Operação Compliance Zero revelou que integrantes da Polícia Federal tinham ligação com o grupo conhecido como “A Turma”, que usava da intimidação e da obtenção de informações sigilosas para beneficiar interesses da família Vorcaro. O documento aponta ainda que o grupo atuava para monitorar adversários, levantar dados e pressionar oponentes.
Conduzida pelo STF, a apuração identificou que o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, tinha aliados dentro da PF. O pai de Daniel, Henrique Vorcaro, foi preso durante a operação, e outros sete alvos também tiveram cumprimentos de mandado.
A decisão cita que “A Turma” era comandada por Marilson Roseno da Silva, figura que, segundo a investigação, operava financeiramente os pagamentos para facilitar atividades ilícitas. Parte do esquema envolvia ações coordenadas de repasse de informações sigilosas.
Envolvimento dentro da PF
- Sebastião Monteiro Júnior, policial federal aposentado.
- Anderson Wander da Silva Lima, policial federal ativo, lotado na SRP do Rio.
- Valéria Vieira Pereira da Silva, delegada da PF.
- Francisco José Pereira da Silva, policial federal aposentado.
Valéria e Francisco teriam repassado dados sigilosos a Marilson Roseno a partir do sistema e-Pol, utilizado internamente pela PF para consultas de informações. A PF também identificou Manoel Mendes Rodrigues, apontado como empresário do jogo e líder de um braço local de “A Turma” chamado de “Os Meninos”.
Relação com o jogo do bicho
O documento destaca que Manoel Mendes Rodrigues seria o elo entre o grupo e o jogo do bicho no Rio de Janeiro. Segundo a PF, houve infiltração de “A Turma” em circuitos informacionais sensíveis, com pessoas próximas habilitadas a movimentar dinheiro e dados para favorecer a organização criminosa.
Entre na conversa da comunidade