Sete ex-governadores do Rio de Janeiro foram investigados por corrupção nos últimos 40 anos, com cinco deles presos. Na sexta-feira, 15 de maio, a Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Refino contra Cláudio Castro, apurando fraudes no setor de combustíveis. Houve busca e apreensão na residência do político, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca.
Agentes cumpriram o mandado na cobertura do ex-governador. Foram apreendidos o telefone e o tablet dele. A operação é parte de apurações sobre supostos desvios em recursos públicos vinculados a um conglomerado do setor de combustíveis. Castro já havia sido indiciado pela PF por corrupção passiva e peculato em outra linha de investigação.
Desde o fim do regime militar, apenas dois governadores não sofreram investigação ou prisão. São eles Leonel Brizola e Marcello Alencar. Vices que ocuparam temporariamente o cargo também não sofreram investigações significativas em parte de seus mandatos.
Os investigados
Além de Castro, o ex-governador Wilson Witzel, afastado por impeachment, já esteve sob investigação envolvendo suspeita de corrupção, após ter exercido o cargo até 2021. Witzel foi deposto definitivamente pelo STJ.
Outros ex-governadores citados em investigações anteriores incluem Sérgio Cabral, Anthony Garotinho, Rosinha Garotinho, Luiz Fernando Pezão e Wellington Moreira Franco, com diferentes desdobramentos judiciais ao longo dos anos.
Cinco ex-governadores já foram presos
Sérgio Cabral (PMDB) governou de 2007 a 2014 e foi preso em 2016 na Lava Jato. Anthony Garotinho (PSB) foi preso a partir de 2016 em investigações eleitorais. Rosinha Garotinho (PMDB) teve prisão em 2017 por suspeitas de crimes eleitorais e corrupção. Luiz Fernando Pezão (MDB) foi preso em 2018 ainda no mandato. Wellington Moreira Franco (PMDB) foi preso em 2019, mas absolvido por falta de provas.
O que dizem os políticos
A defesa de Castro informou que aguarda manifestação sobre a operação. Witzel, após o impeachment, afirmou em rede social que houve golpe e questionou o julgamento que o levou à saída do governo. Cabral, Garotinho e Rosinha ainda não divulgaram posicionamentos oficiais, conforme apuração, e os representantes legais foram contatados pela imprensa. Pezão e Moreira Franco também tiveram comunicados das respectivas defesas.
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