O contrato de produção de um filme sobre Jair Bolsonaro indica que Eduardo Bolsonaro atuou como produtor-executivo e teve a função de captar recursos para o projeto, segundo documento digital assinado pelo parlamentar. A produção de Dark Horse envolve a GoUp Entertainment, com Mário Frias também como coprodutor-executivo.
O documento, revelado pelo Intercept Brasil e confirmado pela TV Globo, aponta que Eduardo esteve diretamente ligado à captação de patrocinadores e ao aporte de parte dos recursos daquilo que foi apresentado como produção cinematográfica. A queixa envolve ainda possíveis ligações com aportes de terceiros.
O filme narra a trajetória do ex-presidente e o contrato foi assinado em 30 de janeiro de 2024. O documento cita a participação de Mário Frias, o que reforça o papel dos dois deputados na gestão da produção, conforme apurado pelo portal de imprensa.
STF abre apuração sobre repasse de verbas
A Polícia Federal abriu linha de investigação para mapear a origem e o destino de um recurso de R$ 61 milhões ligados à produção, verificando possível utilização do dinheiro na produção ou como fachada para transferir recursos internacionais. A apuração mira ainda gastos pessoais de Eduardo no exterior.
Segundo jornalismo de Andreia Sadi, a PF quer entender se houve desvio de emendas para entidades associadas à GoUp, incluindo o Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina Ferreira da Gama. O STF já determinou apuração preliminar sobre o tema.
O STF tenta ouvir Mário Frias para esclarecer a atuação dos recursos públicos. O Instituto Conhecer Brasil assegura seguir procedimentos de auditoria e prestação de contas, negando irregularidades. O caso envolve ainda a publicação de dados financeiros da produção.
Eduardo Bolsonaro já se manifestou pela internet, negando o envolvimento em irregularidades. O parlamentar sustenta ter feito apenas um investimento inicial de US$ 50 mil, que teria sido devolvido, sem passar por fundos do Banco Master.
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