Lula afirmou ter pedido ajuda aos Estados Unidos para prender e extraditar Ricardo Magro, alvo da Operação Sem Refino deflagrada nesta sexta-feira. O pedido foi feito ao presidente Donald Trump, segundo o presidente brasileiro, em diálogos de cooperação contra o crime organizado.
Conforme relatos do próprio Lula, houve três solicitações diretas a Trump, apresentando Magro como responsável por atividades presenciais nos EUA relacionadas a crimes financeiros. O ex-advogado atuou como dono da antiga Refinaria de Manguinhos, hoje rebatizada como Refit, companhia em recuperação judicial.
Magro ganhou notoriedade no noticiário de negócios desde 2008, quando adquiriu a refinaria mencionada, que já enfrentou cobranças fiscais e investigações do Ministério Público. O empresário também manteve laços com o ex-deputado Eduardo Cunha.
Desdobramentos recentes
Nesta semana, durante o lançamento do programa Brasil contra o Crime Organizado no Planalto, Lula repetiu que pediu a Trump a retirada de brasileiros procurados que moram nos EUA, com foco em casos envolvendo crimes. A declaração cita especificamente o endereço de residências de brasileiros foragidos em Miami.
A operação que motivou as falas ocorreu nesta sexta-feira, envolvendo a Polícia Civil de São Paulo, a Receita Federal e o Ministério Público, visando investigá-lo no âmbito de cobrança de tributos e outras irregularidades. As autoridades não comentaram prazos ou novas medidas.
A fala de Lula também mencionou a cooperação entre os dois países como ferramenta para combater o crime organizado, segundo o presidente brasileiro. Não há confirmação oficial de protocolar acordo entre os governos para a extradição de Magro.
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