A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira a Operação Sem Refino, que apura atuação de um conglomerado ligado ao setor de combustíveis no Rio de Janeiro. O foco é a Refit Refinaria, empresa do empresário Ricardo Magro, e possíveis irregularidades envolvendo ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos.
Entre os alvo estão o ex-governador do Rio, Cláudio Castro, e o próprio Magro. A investigação inclui 17 mandados de busca e apreensão, com autorização do ministro Alexandre de Moraes. A PF também solicitou o afastamento de sete ocupantes de funções públicas.
A ação ocorre nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal, e envolve o bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos. A operação é integrada pela Receita Federal e está ligada à ADPF das Favelas, apuração que investiga fraudes fiscais e irregularidades da refinaria associada ao grupo.
Contexto da investigação
A PF aponta que o entorno de Castro participou de reuniões para combater o crime organizado, mas também participou de evento patrocinado pela Refit e manteve contatos com o líder de uma organização acusada de desviar recursos públicos. As circunstâncias levantadas incluem encontros com autoridades da DEA.
Envolvidos e desdobramentos
Além de Castro, foram alvo o empresário Ricardo Magro, que teve mandado de prisão preventiva emitido e cujo nome consta na Difusão Vermelha da Interpol devido à residência em Miami. Também estão sob investigação o desembargador Guaraci de Campos Vianna, o ex-secretário de Fazenda Juliano Pasqual e o ex-procurador Renan Saad.
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