A Polícia Federal identificou mensagens que apontam para a atuação de um operador da Refit junto a auditores do governo do Rio de Janeiro. O contato era feito por Álvaro Carlos Barcha, considerado ponte entre a empresa e integrantes da Secretaria da Fazenda, com suposta influência sobre decisões da gestão de Cláudio Castro.
Entre as comunicações, constam orientações para cassar o registro de uma empresa fora do grupo de favorecidos e impedir o cadastro estadual. Houve promessa de barrar o processo e cancelar o recadastramento, segundo o material apreendido pela PF.
A decisão do ministro Alexandre de Moraes autorizou buscas em endereços ligados a Castro e ao governo fluminense, além de prisão preventiva de Ricardo Magro, considerado foragido por estar fora do país.
O despacho descreve que Castro teria alinhado o Executivo a interesses do grupo do Refit, com a Fazenda sob comando de uma pessoa próxima ao governador. O documento sustenta que a Secretaria tornou-se, segundo os investigadores, parte da estrutura empresarial do grupo.
Conexões entre governo e grupo empresarial
Relatos detalham que, sob a gestão de Juliano Pasqual, nomeado por Castro, a Fazenda seria usada para favorecer o conglomerado, dificultando a atuação de concorrentes no mercado fluminense. O material analisado aponta contornos de interferência administrativa na prática de negócios.
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