A Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Refino nesta sexta-feira, 15, para aprofundar investigações sobre fraudes no setor de combustíveis envolvendo o grupo Refit, proprietário da Refinaria de Manguinhos. A ação incluiu buscas no apartamento do ex-governador do Rio, Cláudio Castro, entre outros endereços.
Além de Castro, a PF mirou o desembargador Guaraci de Campos Vianna, do Tribunal de Justiça do Rio, o ex-procurador-geral do Estado Renan Saad e o ex-secretário estadual da Fazenda Juliano Pasqual. Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete ordens de afastamento de função pública.
A investigação apura um esquema de blindagem para favorecer o grupo Refit no Rio de Janeiro. O magistrado é acusado de proferir decisões favoráveis à Refinaria de Manguinhos, enquanto Pasqual e Saad teriam atuado em benefício da empresa na administração estadual. Eles foram exonerados no fim de abril por decisão do desembargador Ricardo Couto, que administra o estado interinamente.
A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, e também determinou o bloqueio de 52 bilhões de reais em ativos e a suspensão de atividades econômicas das empresas investigadas. Os alvos permanecem sob sigilo até novas informações oficiais.
Nota de defesa do ex-governador Cláudio Castro
A defesa de Castro informou que a operação surpreendeu o ex-governador e que ainda não teve acesso aos objetos do pedido. Castro afirmou estar à disposição da Justiça para esclarecer os fatos, ressaltando que os procedimentos durante sua gestão obedeceram aos critérios legais vigentes.
Segundo a defesa, a gestão de Castro foi a única a assegurar o pagamento de dívidas da Refinaria de Manguinhos com o estado, em valores próximos de 1 bilhão de reais. O parcelamento, contudo, está suspenso por decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A Procuradoria Geral do Estado também atuou com ações contra a Refit para cobrar o que a empresa devia ao estado.
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