Ricardo Andrade Magro, empresário à frente do Grupo Refit, é alvo de operação da Polícia Federal nesta sexta-feira (15). A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, no âmbito das apurações sobre o grupo.
Também está sob investigação o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL). Os agentes cumprem mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de cargos públicos em RJ, SP e DF.
A PF informou que foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão. O Supremo determinou o bloqueio de 52 bilhões de ativos do grupo e a suspensão de atividades da empresa.
Detalhes da operação
Segundo a PF, a operação faz parte das investigações do caso Refit, ligado a um dos maiores casos de sonegação de impostos do país. A empresa é investigada por irregularidades no setor de combustíveis.
A apuração também envolve a antiga refinaria de Manguinhos, que recebeu incentivo fiscal em 2023 durante o governo de Cláudio Castro para ampliar o mercado de óleo diesel. A medida é alvo de escrutínio.
A Receita Federal aponta que o Grupo Refit teve um montante de sonegação superior a 26 bilhões de reais, classificado como o maior devedor do país. As informações constam nas fontes oficiais.
Sobre Ricardo Magro
Magro não reside no Brasil; ele vive em Miami desde a década passada. O empresário comprou a refinaria em 2008, ampliando o portfólio do grupo com o nome Refit.
Ele já integrou listas de brasileiros com offshores em paraísos fiscais e já foi citado em investigações envolvendo compra de decisões judiciais. Em 2016 houve prisão relacionada a desfalques ao fundo Postalis.
A operação envolve ainda a inclusão do nome de Magro na Difusão Vermelha da Interpol, determinada por Moraes. A medida sinaliza busca internacional, sujeita a avaliação da Interpol.
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