O Supremo Tribunal Federal autorizou a prisão preventiva de Ricardo Magro, controlador do Grupo Refit, e pediu à PF a inclusão do nome do empresário na Difusão Vermelha da Interpol. O ministro Alexandre de Moraes conduziu a decisão. A operação de busca e afastamentos ocorreu nesta sexta-feira, 15/05. Magro mora nos EUA e não retorna ao Brasil desde 2018. O paradeiro exato não foi informado.
Segundo a decisão, Magro é apontado como o “controlador de fato” da Refit e líder de supostas fraudes associadas à estrutura criminosa do grupo. A investigação envolve gestão fraudulenta, lavagem de capitais, sonegação fiscal e evasão de divisas na comercialização de combustíveis. O Ministério Público também aponta crimes contra a ordem econômica.
Entre os desdobramentos, a PF afastou sete investigados de funções públicas e realizou buscas em endereços ligados ao ex-governador Cláudio Castro. A decisão menciona ainda a criação de mecanismos para blindar patrimônio e ocultar a titularidade de bens, com uso de offshores e imóveis adquiridos por meio dessas estruturas.
Detalhes da apuração e impactos
A PF indica que o grupo acumula dívidas vultosas com a União e Estados, estimadas em cerca de 52 bilhões de reais, com a Refit respondendo por quase 95% desse total. A Receita Federal classifica a Refit como o maior devedor contumaz do país, com destaque para dívidas no estado de São Paulo.
A investigação descreve uma “engenharia” para ocultar patrimônio e dificultar ações de fiscalização. A leitura envolve a criação de redes societárias e financeiras, com imóveis vinculados a empresas do grupo, usados para contornar constrições judiciais.
Além de Magro, a apuração envolve outras pessoas ligadas ao mundo empresarial e político. Ações de busca e apreensão foram autorizadas em endereços associados ao ex-governador Cláudio Castro, ampliando o escopo da operação.
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