O STF determinou a prisão preventiva do empresário Ricardo Magro, controlador do Grupo Refit, e autorizou a PF a pedir a inclusão dele na Difusão Vermelha da Interpol. A decisão envolve mandados de busca, apreensão e afastamentos de funções públicas, deflagrados nesta sexta (15/05). Magro mora nos EUA e não retorna ao Brasil desde 2018.
A operação não confirmou o paradeiro exato de Magro durante cumprimentos das ordens. A BBC News Brasil tentou contato com a defesa, sem retorno até o momento. A decisão aponta Magro como o “controlador de fato” da Refit e líder de supostas fraudes da estrutura criminosa.
A investigação envolve gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, evasão de divisas e crimes contra a ordem econômica ligados à comercialização de combustíveis. O ministro também afastou sete investigados de funções públicas e cariou buscas emendnços ligados a Cláudio Castro.
Quem é Ricardo Magro
Magro tem 52 anos, é advogado e atua no setor de combustíveis. Criado em São Paulo, comanda a Refit, que controla empresas de petróleo e derivados e a Refinaria de Manguinhos. A recuperação judicial da refinaria tramita na Justiça.
A trajetória pública de Magro inclui ligação com figuras políticas. Em 2016, alvo da Operação Recomeço, ele manteve contatos com autoridades e com o então deputado Eduardo Cunha. A relação com o Centrão também é citada por fontes.
Desde 2018 ele vive na Flórida, Estados Unidos, variando entre residências em Coral Gables e atividades no estado. Documentos apontam participação societária em oito empresas ativas ou inativas na região.
Entre na conversa da comunidade