O Rio de Janeiro vive nova rodada de caos administrativo desde 2018, quando o bolsonarismo chegou ao poder. O governo estadual, que ficou sob a gestão de Wilson Witzel, teve Claudio Castro como vice e hoje está sob sua liderança reeleita. A política local é dominada pelo PL e aliados, em meio a denúncias de corrupção, milícias e falhas fiscais.
A Polícia Federal deflagrou a operação Sem Refino na semana passada, elucidando relações entre o grupo ligado à refinaria Refit, de Ricardo Magro, e esquemas de sonegação e fraude em combustíveis. A investigação aponta favorecimentos a executivos e a membros de poderes para facilitar desvios vultosos.
Claudio Castro, ex-governador até recentemente, é alvo de apurações ligadas ao atual inquérito. A PF também mira um ex-sub de Ciro Nogueira, que ocupou cargo no ministério da Casa Civil, em esquema relacionado à Refit. Entre aliados, havia candidatos a cargos públicos vinculados ao grupo, incluindo a relação com Flávio Bolsonaro em planos eleitorais.
A crise fiscal do Rio tem raiz em pelo menos duas décadas de endividamento e gestões marcadas por déficits. Em 2016, o governo decretou calamidade financeira, agravada pela dependência do petróleo na arrecadação estadual. O cenário atual é de elevada dívida pública e fragilidades estruturais.
Historicamente, o estado convive com associações entre governos, forças de segurança, parlamentos e setores privados. As investigações recentes ressaltam a complexa rede de relações entre autoridades, legislativos e o judiciário, com impactos sobre políticas públicas e serviços à população.
Desde 2018, o Rio de Janeiro figura entre as unidades federativas com gestão controversa e investigações em curso. Em paralelo, o enredo político inclui acordos entre figuras do bolsonarismo e o cenário estadual, que envolve disputas eleitorais futuras e reconfigurações de alianças partidárias.
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