Robert Kamugisha gastou £726 em três horários de teste de direção, adquiridos via revendedores que vendem vagas inflacionadas. O custo real do teste é £62. Ele vive em Croydon, tem 21 anos e estudava criminologia.
A decisão ocorreu porque a espera por agendamento direto com o DVSA se estendia por meses. Robert conseguiu datas mais cedo por meio de terceiros, correndo o risco de não conseguir a licença.
Novas regras entraram em vigor para limitar reservas feitas por terceiros. Agora apenas o aprendiz pode agendar o teste junto ao DVSA, combate a bots e operadores que exploravam a demanda.
Operadores ilícitos usavam programas automatizados para capturar vagas no site oficial e revendê-las. Há relatos de mensagens com ofertas de testes por centenas de libras a partir de grupos de anúncios.
Incentivos entre instrutores variam. Alguns cobram taxas adicionais no dia do teste para usar o veículo da escola, enquanto outros não. A mudança busca frear práticas abusivas sem prejudicar alunos.
O governo aponta que a medida não reduz diretamente o tempo de espera, mas diminui testes desperdiçados e ajuda o DVSA a mapear a demanda real.
A Coalização de Instrutores de Condução expressou ceticismo. Diz que a regra pode prejudicar alunos sem resolver o gargalo de vagas disponíveis. Afirmam que ainda faltam testes.
O ministro Simon Lightwood afirma que a medida “já mostra resultados” e que quase dois milhões de testes foram realizados no último ano, com 158 mil a mais desde junho de 2025. Examinadores militares ajudam a ampliar a capacidade.
Mudanças adicionais devem ocorrer em junho, incluindo a possibilidade de o aprendiz escolher apenas três centros locais para o agendamento de testes.
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