A Polícia Federal mudou a coordenação das investigações sobre fraudes no INSS. A decisão, tomada recentemente, deslocou a condução do caso para a Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (Cinq). O alvo continua sendo Lulinha, filho do presidente, e outras autoridades com foro privilegiado.
A alteração ocorreu sem a presença do relator do STF, André Mendonça, que permanece responsável pela relatoria. Além da mudança, um delegado envolvido no caso pediu transferência para Minas Gerais, segundo a PF, em ajuste que a instituição classificou como pontual para ampliar a atuação investigativa.
Segundo apuração, a mudança já ocorre há pelo menos duas semanas, mas Mendonça não havia sido informado previamente. A PF afirma que a troca visa ampliar possibilidades de apuração, sem perseguição a qualquer envolvido.
Reação da oposição
Líder do PL na Câmara pediu que o diretor-geral da PF preste esclarecimentos sobre a mudança, classificada como ocorrendo em momento sensível da investigação. A oposição aponta que a troca ajuda a oposição a ganhar fôlego político.
Analista consultado pelo portal destacou que a substituição do delegado pode abrir espaço para a oposição em um contexto de acúmulo de agendas do governo. O comentarista ressaltou que a defesa de passos coordenados evita percepções de aparelhamento institucional.
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