João Caldas, presidente do Democracia Cristã, afirmou em entrevista à CNN que o nome de Aldo Rebelo se inviabilizou e que a candidatura de Joaquim Barbosa já é um fato consumado para o partido. Segundo ele, Barbosa se filiou ao DC no dia 2 de abril com o objetivo de concorrer à Presidência e deverá iniciar a campanha em breve.
Caldas afirmou que já houve conversa com dirigentes para aproximar Barbosa da política; o objetivo é estruturar alianças e programar a primeira atuação pública do ex-ministro do STF. Ele negou qualquer intenção de manter Aldo Rebelo na disputa.
Contexto e próximos passos
O presidente do DC explicou que Aldo Rebelo era viável apenas em tese, mas as pesquisas recentes o mostraram sem apoio suficiente. A direção do partido decidiu, então, apoiar Joaquim Barbosa, considerado pelo DC como candidato único e unido em torno dele.
Caldas detalhou o cronograma eleitoral: o calendário vai de 20 de julho a 5 de agosto, com início formal de campanhas nos próximos cem dias. O DC já abriu contatos com lideranças de outros partidos para consolidar alianças.
Entre as ações futuras, o dirigente mencionou reuniões com dirigentes do PSD, Republicanos, MDB e PSDB, além da busca por diálogo com a Podemos. Barbosa deverá se abrir à política, participando de entrevistas e encontros com jornalistas.
O dirigente também comentou o estilo discreto de Barbosa, que costuma manter a exposição baixa até definir a agenda. Ele assegurou que a candidatura está consolidada, apesar de a candidatura ter sido divulgada antes do esperado.
Caldas informou que houve feedback de pesquisas qualitativas em diversos estados, cuja conclusão apontou maior aceitação de Barbosa em comparação a Aldo Rebelo. Segundo ele, o ex-ministro do STF está animado para atuar na campanha e acompanhará de perto os próximos passos.
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