O Ministério Público de São Paulo denunciou o dono da Ultrafarma, Aparecido Sidney Oliveira, por organização criminosa, no caso que apura suposto esquema de propinas na Secretaria da Fazenda e Planejamento. A acusação envolve 11 investigados, com pedido de prisão de seis.
O MP informou que Oliveira participava de decisões estratégicas da empresa no esquema e aprovava valores de propina. Ele mantinha contato direto com o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, apontado como articulador do grupo. Conversas e mensagens de celulares sustentam a denúncia.
A organização criminosa seria dividida em quatro núcleos: público, técnico-operacional, financeiro e lavagem de capitais/empresarial, com funções distintas para viabilizar o ressarcimento. O auditor Artur Gomes está preso desde agosto do ano passado. A Smart Tax seria uma empresa de fachada usada como central financeira, em nome de Kimio Mizukami da Silva, mãe de Artur, citada como laranja do esquema.
Estrutura do esquema
Segundo o MP, a propina era repassada principalmente na sede da Ultrafarma, com a participação de uma funcionária identificada apenas como Jane para entregar o dinheiro em espécie aos auditores.
Envolvidos e medidas cautelares
O inquérito aponta salto patrimonial envolvendo a empresa, que seria usada para movimentar os recursos. A denúncia solicita medidas cautelares alternativas, como comparecimento mensal em juízo e proibição de deixar a comarca sem autorização, além de tornozeleira eletrônica e apreensão do passaporte.
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