A Polícia Federal marcou o depoimento da empresária Roberta Luchsinger para a próxima quarta-feira, 20, no inquérito que apura um esquema bilionário de fraudes em descontos de aposentadorias e pensões do INSS. Oitiva será por videoconferência.
Segundo apurações, investigadores suspeitam que ela tenha atuado como ponte entre Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A PF mira eventual participação de Lulinha como sócio oculto.
A nova etapa da força-tarefa visa acelerar a coleta de depoimentos, com a expectativa de concluir ao menos 35 interrogatórios nas próximas semanas. A dimensão política do caso ganhou contornos após relatos de ligações entre operadores financeiros e pessoas próximas ao filho do presidente.
Historicamente, Roberta já havia sido alvo de busca e apreensão em dezembro, durante a operação Sem Desconto. Na ocasião, investigadores identificaram repasses de R$ 1,5 milhão para contas ligadas a ela.
Os investigadores buscam esclarecer a natureza da relação entre Roberta, o “Careca do INSS” e o filho de Lula, bem como esclarecer a atuação de Lulinha no esquema, conforme documentos da apuração.
A defesa de Lulinha já negou qualquer participação em irregularidades e afirmou que ele está à disposição para prestar esclarecimentos às autoridades.
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