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Presidente do STJ afirma que magistrados vivem de imagem

Presidente do STJ afirma que magistrados sobrevivem de imagem e que a legitimidade do Judiciário depende da percepção da população, em meio a desgaste detectado por pesquisas

Herman Benjamin, presidente do STJ e do CJF, afirmou que magistrados “sobrevivem de imagem”
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O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, afirmou nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026, que magistrados dependem da imagem pública para sustentar a legitimidade social do Judiciário. A declaração ocorreu durante a abertura do 2º Congresso STJ da Segunda Instância Federal e Estadual, em Brasília.

Benjamin ressaltou que a percepção da população é crucial para a autoridade dos juízes, destacando que o conhecimento técnico, a eloquência e o cumprimento das normas ganham peso apenas quando a sociedade confia na atuação dos magistrados. Segundo ele, sem cuidado com a imagem, a legitimidade fica fragilizada.

Em estudo recente do PoderData, 41% dos entrevistados classificaram o trabalho dos ministros do STF como ruim ou péssimo, 30% como regular e 16% como bom ou ótimo, em levantamento realizado entre 31 de maio e 2 de junho de 2025. Os números alimentam o tema do debate sobre a confiança no Judiciário.

Antes de falar sobre imagem, a presidente da AMB, Vanessa Ribeiro Matheus, afirmou que o Judiciário precisa ouvir a população para reconquistar a confiança e ajustar rumos. Vanessa apontou aumento de ações, processos e produtividade, mas enfatizou a importância de melhorar o serviço prestado.

Congresso no STJ

O evento, que segue nesta terça, 19 de maio, busca aproximar o STJ dos tribunais locais e regionais. O ministro destacou a importância de abrir espaço para desembargadores apresentarem críticas, experiências e contribuições à Corte, fortalecendo o diálogo institucional.

Benjamin ainda afirmou que juízes têm condições privilegiadas para identificar falhas na legislação. Embora reconheça a necessidade de mudanças normativas, ele reforçou que alterações devem respeitar a separação dos Poderes e serem discutidas pelo Legislativo.

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