Um grupo de trabalhadores de cuidado domiciliar de Nova York planeja realizar um novo jejum de protesto na linha de frente da Câmara Municipal. A mobilização ocorre após a tentativa de votar o No More 24 Act, lei que visa abolir a prática de turnos de 24 horas com pagamento apenas referente a 13, e 56 horas semanais máximas. O movimento argumenta que a prática viola direitos trabalhistas e afeta a saúde pública.
Na semana passada, a coalizão Ain’t I a Woman?! informou que a votação não saiu como esperado. O grupo mantém a pressão para que o legislativo vote o projeto, que já tramita desde 2022, com o objetivo de dividir as jornadas noturnas em dois turnos de 12 horas e punir empresas que desrespeitarem a norma.
O No More 24 Act ainda tem apenas 16 coautores na câmara municipal, aquém dos 26 necessários para aprovação. A proposta enfrenta resistência de entidades como a Legal Aid Society e o Center for Independence of the Disabled New York, que apontam dificuldades de mão de obra para atender as casas.
Desde 2015, trabalhadores de cuidado domiciliar, em sua maioria imigrantes e mulheres de cor, têm recorrido a jejum, ações judiciais e lobby para aumentar salários e ampliar proteções. Hoje, o setor é um dos que mais cresce na economia dos EUA, impulsionado pelo envelhecimento da população.
Apoios apontam que a mudança ajudaria a reduzir o desgaste físico e emocional dos cuidadores. Segundo representantes, muitos cuidadores deixam de dormir adequadamente para acompanhar pacientes com necessidades 24 horas por dia.
Grupos de defesa ressaltam que a prática atual resulta em pagamentos abaixo do considerado justo, com horas não remuneradas classificadas como tempo de sono ou refeição. A defesa também cita casos de suspeita de pagamentos retroativos mal aplicados.
As organizações afirmam que a pressão pública pode ampliar o apoio político para votar o projeto. Por dentro do governo, a governadora e o prefeito mantêm posições diferentes sobre o tema e sobre a possibilidade de novas condições de financiamento.
O movimento planeja retomar o protesto com novas ações caso a votação não ocorra. Trabalhadores afirmam que a luta continua para assegurar condições de trabalho dignas, sem comprometer a saúde dos profissionais ou a segurança dos pacientes.
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