Ao menos três mulheres ex-servidoras da Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco, estão registradas como “presidente da República” nos sistemas do governo e na carteira de trabalho. A situação envolve servidoras da Secretaria de Educação do município.
A confusão ocorreu por uma falha na transição entre sistemas municipais, do Sefip para o e-Social. A prefeitura afirmou que houve alteração de bases de dados durante a migração, levando ao registro indevido.
As identificadas são Aldenize Ferreira da Silva, Claudia da Silva e Suelane Fonseca. Elas atuaram, respectivamente, como técnica de enfermagem e profissional da educação, no município.
Aldenize descobriu ao buscar emprego, ao constar no cadastro como ocupante do cargo de presidente do Brasil há 24 anos, desde 2002, gerando surpresa sobre a função e remuneração. A situação se tornou uma busca por regularização.
Cláudia, de 53 anos, soube do problema ao tentar se candidatar a uma vaga de cuidadora. Ela relatou ficar perplexa com o registro de cargo tão alto sem relação com a função atual.
Suelane, de 49 anos, afirmou que o registro de presidente da República não corresponde à sua trajetória profissional nem à remuneração. Ela mencionou a ausência de salário ou benefícios associados ao cargo.
Cargo de presidente
Segundo a prefeitura, a falha no sistema alterou bases de dados e transformou servidores de cargo comissionado genérico em ocupantes do cargo de presidente da República. Não há confirmação de quantas pessoas foram afetadas.
A gestão municipal orienta as ex-servidoras e outras pessoas com o mesmo problema a procurar o setor de Gestão de Pessoas para regularização. A prefeitura garante transparência e correção de inconsistências.
A prefeitura informou que adotou medidas internas para evitar novas ocorrências e está à disposição para esclarecimentos. O Ministério do Trabalho e Emprego foi contatado pelo Metrópoles, mas ainda não houve retorno.
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