A Agência de Proteção Ambiental (EPA) anunciou, em 18 de maio, planos para lidar com as PFAS, substâncias químicas presentes na água potável dos Estados Unidos, com aporte de 1 bilhão de dólares em financiamento. O anúncio também prevê a revogação inicial de parte das regulações existentes, sob o argumento de erros processuais do governo anterior.
Segundo o rascunho das propostas, a agência pretende “ rescindir e reiniciar” a regulação de certas substâncias, abrindo espaço para consulta pública. A EPA afirma que, apenas após a coleta de contribuições, poderá avançar com a determinação de regulação e, em seguida, publicar uma nova regra para o contaminante.
Proposta regulatória e prazos
O documento aponta que as companhias de tratamento de água podem solicitar dois anos adicionais para cumprir limites, elevando o prazo até 2031. A EPA sustenta que essa flexibilização facilita a implementação prática das medidas de proteção.
Críticos, como a Environmental Working Group (EWG), contestam a medida, dizendo que ela desmonta avanços significativos de saúde pública. Em nota, a ONG afirmou que a proposta favorece a indústria química e as concessionárias de água, deixando milhões de norte-americanos expostos a PFAS por mais tempo.
Ponto de vista oficial e contexto
O secretário de Saúde e Serviços Humanos, Robert F. Kennedy Jr., negou que a EPA busque reduzir regulações de PFAS, destacando que a administração está comprometida em reduzir as exposições de forma legal e prática. O porta-voz da agência enfatiza a busca por um regime regulamentar sólido, com base em evidências científicas.
A comoção atual ocorre um mês após anunciar medidas para confrontar contaminantes na água potável, incluindo PFAS, microplásticos e fármacos. O processo de consulta pública terá impacto sobre as próximas etapas regulatórias e a efetiva proteção da água consumida pela população.
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