O filme Dark Horse, que retrata a vida de Jair Bolsonaro, teve orçamento estimado em US$ 13 milhões (≈ R$ 65,7 milhões). A produção é vinculada ao Partido Liberal (PL) e envolve a produtora GoUp, de Karina Ferreira da Gama. A informação foi publicada nesta semana pela Globonews.
Flávio Bolsonaro, senador pelo PL, reconheceu ter recebido mais de US$ 12 milhões (cerca de R$ 60,6 milhões) para o projeto, conforme apuração inicial. Aproximadamente 92% do orçamento da produção teria sido financiado pelo empresário Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master.
Financiamento e desdobramentos
A Intercept Brasil divulgou diálogos e áudios entre Flávio e Vorcaro, sugerindo cobranças para custear o filme. A GoUp afirma que Vorcaro atuou como intermediário de verba, não investidor direto, e que novos recursos foram buscados após a prisão do empresário.
Karina detalha que, após a prisão, todos os envolvidos precisaram buscar novos investidores. Segundo ela, os recursos não partiram de Vorcaro ou de empresas dele, mas sim do fundo Heavengate, com sede no Texas e administrado por aliados de Eduardo Bolsonaro.
A Polícia Federal investiga se o dinheiro repassado por Vorcaro também financia atividades de outros familiares no exterior. Flávio Bolsonaro nega irregularidades e afirma que os valores referem-se apenas a patrocínio do longa.
Contexto financeiro e possíveis impactos
Documentos da PF apontam tratativas para uma possível contribuição de Vorcaro de US$ 24 milhões (aprox. R$ 121,2 milhões). A reportagem também aponta que o total repassado supera o orçamento de projetos brasileiros de grande porte que já tiveram lançamentos internacionais e indicações ao Oscar.
As informações ressaltam a importância de rastrear a origem de recursos para produções ligadas a figuras públicas. A PF deve, nos próximos passos, confirmar a finalidade dos repasses e o destino final dos recursos.
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