O governo encaminhou ao Congresso Nacional um projeto que prevê o fim da escala 6×1, reduzindo a jornada semanal de 44 para 40 horas. A proposta mantém salários e prevê dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução de remuneração. O objetivo é ampliar tempo de descanso, estudo, saúde e convívio familiar.
Caso seja aprovado, o texto estabelece a adoção da jornada 5×2 e veda qualquer redução salarial. Trabalhadores que hoje atuam seis dias por semana passariam a ter dois dias de folga, mantendo a remuneração total. Escalas especiais, como 12×36, podem continuar mediante acordo coletivo, desde que respeite a média semanal.
A discussão envolve saúde mental, qualidade de vida e impactos das jornadas longas no cotidiano. Dados oficiais apontam licenças por doenças psicossociais ligadas ao trabalho em torno de 500 mil em 2024, com aumento de burnout e afastamentos por questões psicológicas.
Saúde mental impulsiona debate sobre carga horária
A proposta amplia a aplicação da nova carga horária para categorias com regimes diferenciados, como domésticos, comerciários, atletas, aeronautas e radialistas. A medida visa reduzir desgaste físico e mental associado à sobrecarga de trabalho.
Jornadas mais longas atingem trabalhadores de menor renda
A distribuição de jornadas extensas é mais comum entre quem ganha menos e tem menor escolaridade. Defensores argumentam que a mudança pode contribuir para reduzir desigualdades no mercado de trabalho, ampliando o tempo livre sem impactar a remuneração.
O debate sobre redução da jornada também envolve produtividade, equilíbrio entre vida pessoal e trabalho e impactos na qualidade do sono e das relações familiares. A tramitação segue no Congresso, com a expectativa de debates técnicos e possíveis emendas.
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