Mais de 15 mil gestores municipais ocupam Brasília nesta semana para a Marcha dos Prefeitos. O objetivo central é cobrar do governo pautas em defesa dos municípios e ampliar os recursos disponíveis. Prefeitos e secretários participam do evento.
Entre as reivindicações, está a redução de despesas dos municípios. No Congresso, 16 pautas em discussão podem impactar R$ 295 bilhões nas prefeituras, com ênfase em aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate a endemias, estimada em R$ 103 bilhões.
Um ponto preocupante para as entidades é a possível ampliação de encargos com a redução de horários. A Confederação Nacional de Municípios aponta necessidade de contratação de dezenas de milhares de servidores para manter serviços.
Geraldo Alckmin, vice-presidente da República, representou o presidente Lula no ato. Em meio a vaias e aplausos, ele destacou a cooperação entre União, estados e municípios e criticou ações contra prefeitos por filiação partidária, citando uso de recursos públicos.
Alckmin afirmou que governantes não devem ser alvo de perseguição por questões partidárias e que a orfandade administrativa compromete a continuidade de serviços. Segundo ele, a parceria federativa é essencial para manter investimentos.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, defendeu as emendas parlamentares. Ele ressaltou que as emendas são instrumentos legais de participação do Congresso no orçamento e destinam recursos a municípios e comunidades distantes.
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