Nos quatro estados nordestinos governados pelo PT — Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte — a oposição já traça estratégias para as eleições, com foco na área de segurança pública. Dados de 2024 indicam que todos os estados superaram a média nacional de homicídios dolosos, com taxas entre 17 e 34,4 por 100 mil habitantes. Em média, o Brasil registrou 16,64 mortes por 100 mil no ano.
Entre os componentes da estratégia, a segurança é apresentada como principal ponto de contestação ao PT, que governa há décadas em alguns estados. Dados do Mapa da Segurança Pública 2025 apontam quedas ou estagnação nos indicadores internos, aumentando a pressão da oposição nas redes e em eventos de campanha.
Contexto eleitoral e respostas oficiais
A Bahia destaca que a redução da violência permanece como compromisso permanente do governo, com metas, monitoramento e prestação de contas. Os demais estados não responderam inicialmente a pedidos de comentário. A proximidade das eleições eleva o tom do debate sobre violência e policiamento.
Fortaleza, Salvador e outras capitais aparecem entre as cidades com maiores números de homicídios em 2024, reforçando o tema nas campanhas. Bahia e Ceará aparecem entre os estados com maior violência intencional, segundo o Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública de 2025.
Cenário político por estado
No Ceará, a oposição denuncia agravamento da criminalidade e utiliza críticas ao governo estadual para apontar falhas na segurança pública. Ciro Gomes, figura de oposição, passou a enfatizar o papel das facções criminosas no estado, em atos de campanha.
Em Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte também são citados pela oposição como reflexo de gestão que não teria contornado a violência. Pesquisas de opinião indicam empates ou vantagens pontuais entre candidatos em cenários de segundo turno, variando conforme o estado e o adversário.
Situação no Rio Grande do Norte
No RN, críticos associam a criminalidade ao que chamam de lentidão na atuação do governo estadual. Cargos da oposição destacam pontos como educação e dinamismo econômico, associando-os a dificuldades de governança. A administração estadual afirma ter estratégias para ampliar a presença policial e a fiscalização.
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