Donald Trump endossa Ken Paxton na disputa pelo Senado do Texas, mirando um oponente com histórico conturbado na corrida de quem assume a vaga de John Cornyn, em primeiro turno decisivo da legenda republicana. A aposta é consolidar apoio a um aliado próximo.
Apoiado pelo presidente, Paxton enfrenta Cornyn em uma chapa que divide avaliações: Dems veem chance de abrir espaço numa região historicamente conservadora; republicanos veem risco de atrito entre aliados próximos de Trump e parte da bancada.
Cornyn é visto como veterano da liderança do partido no Senado; Paxton, por outro lado, carrega casos controversos que vão de investigações federais a um impeachment estadual, de onde saiu com acquittal. A disputa ocorre em meio a críticas mútuas sobre posição em imigração e armas.
Contexto político
Paxton já apoiou as tentativas de Trump de contestar a eleição de 2020 e participou de comício para o presidente em Nova York, durante o julgamento de Trump. O caso de impeachment de Paxton, em 2023, terminou com exoneração no Senado texano. A concorrência ocorreu com alto spending, à frente de Cornyn nas eleições anteriores.
Cornyn, por sua vez, serviu na liderança do Senado entre 2012 e 2024 e é visto como fiel ao establishment do partido. Ele só ganhou o apoio explícito de Trump em janeiro de 2024, bem após o início da corrida. As críticas a Paxton destacam condutas passadas, incluindo processos e controvérsias pessoais.
A votação ocorre já com votação antecipada em andamento no Texas. Na disputa anterior entre os dois, Cornyn venceu por margem estreita e gastou mais de 65 milhões de dólares. O vencedor enfrentará James Talarico, do Partido Democrata, no pleito geral.
Entre na conversa da comunidade