Davi Alcolumbre, presidente do Senado, não participou da reunião do comitê gestor do Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios realizada nesta quarta-feira (20.mai.2026) no Palácio do Planalto. O evento marcou os 100 dias da iniciativa, que ele assinou em fevereiro.
A ausência é interpretada como indicativo do desgaste entre Alcolumbre e o presidente Lula. A tensão ganhou contornos após a rejeição pelo Senado, em 29 de abril, do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, apresentado por Lula.
No Planalto, Humberto Costa, líder do governo no Senado, representou a Casa. Também participaram Hugo Motta, presidente da Câmara, e Edson Fachin, do STF. Alcolumbre havia sinalizado que o pacto seria prioridade de sua atuação.
O pacto, lançado em resposta ao recorde de feminicídios em 2025, prevê atuação conjunta entre Executivo, Legislativo e Judiciário. As ações incluem prevenção, proteção às mulheres, responsabilização de agressores e garantia de direitos.
Segundo balanço apresentado, o programa já atinge 2.615 municípios em 27 estados e distribuiu 20 mil kits tecnológicos de proteção. O objetivo é ampliar o enfrentamento ao feminicídio e consolidar medidas de proteção às vítimas.
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