Roberta Luchsinger afirmou nesta quarta-feira que é alvo de uma campanha difamatória e pediu o arquivamento da acusação contra ela. A empresária prestou depoimento à Polícia Federal sobre fraudes no INSS e afirmou não ter relação ilícita com o esquema.
A PF aponta indícios de que Roberta recebeu cerca de R$ 1,5 milhão de Antonio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, preso desde setembro de 2025.
Roberta é próxima de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo apurações anteriores.
A investigação busca esclarecer se a empresária atuou como ligação entre o Careca do INSS e Lulinha e se houve desvios em descontos de aposentadorias.
A polícia federal já indicou que houve contatos entre Roberta e o Careca do INSS, realizados após a assinatura de acordo de delação de Mauricio Camisotti, que integra o núcleo financeiro do esquema.
O Ministério Público e o STF acompanham o andamento das diligências para confirmar ou afastar indícios de recebimento de recursos oriundos dos descontos ilegais em contracheques de aposentados.
Roberta negou envolvimento em irregularidades e afirmou que sua trajetória profissional foi alvo de ataques na imprensa.
Na linha de investigação, a PF também analisa se houve uso de recursos para despesas de outras pessoas, incluindo o filho de Lula que vive na Espanha.
O inquérito é conduzido com autorização de sigilo que foi quebrado pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF, em janeiro deste ano.
Trechos de mensagens entre Roberta e o Careca do INSS indicam preocupação com itens de acesso a eventos, segundo registros da PF.
A PF já coleta documentos e prestações de contas para esclarecer a ligação entre as partes envolvidas e os pagamentos identificados.
A apuração continua sem prazo divulgado para conclusão.
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