O Parlamento de Israel aprovou nesta quarta-feira a dissolução do próprio Knesset, em um movimento que pode antecipar a eleição nacional em semanas. A medida, que recebeu votação quase unânime, depende ainda de aprovação final. Netanyahu pode enfrentar pleito antes do prazo previsto.
A coalizão ultraortodoxa, tradicional aliada de Netanyahu, anunciou recentemente que não o considera mais parceiro fiel e que defenderá eleições antecipadas. A justificativa apresentada é o não cumprimento de promessas de isenção do serviço militar para a comunidade.
Enquanto isso, a oposição já buscava remover o governo por meio de votos de desestabilização. Um processo anterior falhou em 2023, mas o novo movimento pode favorecer a oposição e reduzir a capacidade de aprovar leis controversas até o pleito.
O projeto segue para uma comissão parlamentar para definir a data da eleição. Em seguida retorna ao plenário para a votação final, cuja maioria necessária é de 61 de 120 deputados. O desfecho pode ocorrer em semanas, dependendo da tramitação.
Pesquisas indicam que Netanyahu pode perder apoio na disputa, mesmo após seu retorno político. A coalizão no poder está sob escrutínio após o ataque ao Hamas em 2023, que afetou a reputação do governo na área de segurança.
Naftali Bennett, Yair Lapid e Gadi Eizenkot aparecem como adversários em ascensão nas sondagens, formando blocos que buscam atrair eleitores descontentes com o atual governo. Diversas estratégias de campanha buscam sinalizar reconciliação nacional.
Outras variáveis influenciam o cenário: o julgamento por corrupção contra Netanyahu e a possibilidade de um acordo judicial que permita sua aposentadoria parcial da política. Além disso, questões de saúde do premiê e a continuidade de conflitos regionais podem impactar a eleição. Fonte: agências internacionais.
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