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Fux diverge de Gilmar no STF e defende limitar foro privilegiado

Fux diverge de Gilmar Mendes no STF ao defender limitar o foro privilegiado e aplicar a orientação já vigente, impactando processos em curso

O ministro Luiz Fux abriu divergência em placar que está 4 a 1, com 4 ministros acompanhando o relator Gilmar Mendes
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O STF analisa recursos da PGR que pedem esclarecimentos sobre decisão que ampliou o foro privilegiado. O tema é objeto de divergência entre o ministro Luiz Fux e o relator Gilmar Mendes, em julgamento no plenário virtual.

A PGR apresentou embargos de declaração para esclarecer pontos da tese firmada em março do ano passado. A defesa argumenta que o foro permanece válido apenas para crimes cometidos durante o exercício da função e por razões dessa função.

No momento, o placar está em 4 a 1 a favor de Mendes, mantendo o núcleo da decisão anterior. A compreensão do relator é que a nova orientação vale já para processos em andamento, inclusive para cargos vitalícios.

Pontos debatidos

Fux divergiu ao votar em texto que restringe o alcance do foro. Ele defendeu que não houve mudança constitucional que justifique ampliação e pediu que casos já avançados permaneçam no juízo atual.

O ministro propôs manter no juízo de origem processos sem nexo funcional com o cargo atual e afastar o foro após o desligamento. Também sugeriu que a diplomação seja marco para a incidência da prerrogativa, não apenas a expectativa de assumir o cargo.

Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes acompanharam Mendes. Flávio Dino acompanhou o relator, mas com ressalva para casos envolvendo exercício sucessivo de cargos com diferentes foros.

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