Ao deixar a Câmara dos Deputados, Odair Cunha (PT-MG) abriu uma disputa sobre quem ocupará a sua vaga. A posse dele no Tribunal de Contas da União ocorreu nesta quarta-feira (20). O imbróglio envolve suplentes de diferentes legenda e tramita na Justiça.
Glaycon Franco, primeiro suplente, migrou do PV para o PSDB durante a janela partidária. A mudança amplia a dúvida sobre a cadeira ocupada por Cunha, já que o PT contesta o direito de Glaycon de assumir a vaga. Hugo Motta teria chamado o suplente para Brasília.
Segundo a análise de Edilene Lopes, a situação depende de decisão judicial, já que o PT discorda do direito de Glaycon. Gilmar Machado, segundo suplente do PT, também figura como parte da disputa pela cadeira.
A tese envolveu a composição das bancadas na Câmara. O PSDB integra o bloco que reúne União Brasil, Progressistas, MDB, Cidadania e Podemos, hoje com 272 parlamentares. O PT, com PV e PCdoB, soma 82 deputados.
A nomeação de Cunha para o TCU reforça a concentração de representantes de Minas Gerais no tribunal. Além de Cunha, Antônio Anastasia já integra o órgão, e dois dos três substitutos concursados são mineiros.
O TCU conta com nove ministros titulares, indicados por diferentes Poderes, além de geralmente quatro substitutos. Atualmente, há apenas três substitutos em exercício. A hipótese de novas movimentações no cenário mineiro é alvo de especulação.
Entre na conversa da comunidade