O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, defende que o uso de inteligência artificial não pode servir para enganar eleitores ou atacar o sistema eleitoral. Segundo ele, a tecnologia exige resposta firme.
Durante evento em Brasília, o ministro afirmou que a IA vai além de automação. Ela pode coletar dados, identificar padrões, inferir comportamentos e segmentar públicos, produzindo mensagens em grande escala.
Nunes Marques criticou técnicas como face swap, clonagem de voz e sincronização labial, usadas para explorar vulnerabilidades emocionais. Ele alertou que uma deepfake lançada na véspera do segundo turno pode alcançar milhões de eleitores.
O ministro disse estar há menos de uma semana à frente do TSE e mostrou tranquilidade diante do trabalho técnico da casa para assegurar eleições seguras. Afirmou que a equipe técnica atua diariamente para enfrentar as ameaças digitais.
Ele ressaltou que o tribunal trabalha para manter eleições harmoniosas e com responsabilidade nas redes sociais. O objetivo é proteger o ambiente democrático e evitar manipulações no espaço virtual.
Medidas e impacto regulatório
Parte das resoluções sobre IA nas eleições define regras para conteúdos gerados ou alterados por IA. As mudanças incluem a proibição de veiculação de novos conteúdos nesse formato nas 72 horas que antecedem o pleito e nas 24 horas após a votação.
Além disso, o TSE reforça a atuação de equipes técnicas e monitoração de informações para prevenir ataques digitais. A fiscalização busca reduzir riscos de desinformação e preservar a integridade do processo eleitoral.
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