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PGR defende redução de pena para homem que quebrou relógio de Dom João VI

PGR defende redução da pena de mecânico condenado pelos atos de oito de janeiro, com remição de 133 dias pelo ENCCEJA, totalizando 436 dias

Homem quebra relógio durante atos do 8 de Janeiro. Foto: reprodução
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A Procuradoria-Geral da República apresentou parecer favorável à redução da pena de Antônio Cláudio Alves Ferreira, mecânico condenado pelos atos golpistas de 8 de janeiro. O benefício vem por conta da conclusão do ensino médio pelo ENCCEJA. O Conselho pode diminuir 133 dias.

Ferreira estava com a pena fixada em 17 anos de prisão. O PGR sugeriu a remição após a Secretaria da Vara de Execuções Penais de Uberlândia informar a conclusão do ENCCEJA 2025, em quatro áreas de conhecimento, incluindo redação.

Se Moraes homologar, a remição totaliza 436 dias, ou pouco mais de um ano. O cálculo já soma reduções anteriores por trabalho e leitura de livros, totalizando 306 dias antes desta nova remição.

Ferreira cumpre pena no presídio Professor Jacy de Assis, em Uberlândia, Minas Gerais. Ele participou dos atos de 8 de janeiro de 2023, que incluíram a destruição do relógio histórico francês de Balthazar Martinot, ligado ao acervo do Palácio do Planalto.

O mecânico chegou a obter progressão para regime semiaberto em junho de 2025, com base em bom comportamento. A decisão foi anulada pelo STF, que restringiu a competência de juízes de primeira instância na matéria.

Em 20 de junho de 2025, Ferreira foi novamente preso em Catalão, Goiás, após a revogação da progressão. A polícia alegou não ter cumprido o requisito de 25% da pena, exigido para crimes com violência ou grave ameaça.

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