O Partido Liberal (PL) decidiu se reposicionar e assumir a campanha contrária à PEC do fim da escala 6×1. A ideia é intensificar críticas à proposta e ao que ela representa para o eleitorado, sobretudo no ambiente atual.
Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL, divulgou uma nota crítica à proposta de Hugo Motta, presidente da Câmara, e aos termos defendidos pelo governo. A estratégia busca reduzir desgaste envolvendo o nome dele.
Em discurso na XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, a agenda foi reforçada: o fim da escala 6×1 pode impactar receitas municipais em cerca de R$ 50 bilhões ao ano, segundo aliados.
Oposição e timing no Congresso
Aliados avaliam que a oposição demorou a reagir e que o PL tentará marcar posição eleitoral com o debate. A bancada trabalha para orientar parlamentares a se posicionarem de forma clara sobre a PEC.
O PL espera que o Senado intensifique a ofensiva quando o texto retornar à Casa. No momento, o relatório da comissão especial ainda não foi apresentado, com prazo de publicação adiado para a próxima semana.
Paralelamente, a ala pró-6×1 do PL defende alternativas como a manutenção da escala 6×1, pagamento por horas trabalhadas e maior flexibilidade de jornada, buscando atrair eleitores que aparecem divididos na questão.
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