O PSDB avalia lançar Aécio Neves como candidato à Presidência, na esteira do desgaste de Flávio Bolsonaro. A ideia surgiu após a desistência de Ciro Gomes, e envolve conversas com Cidadania e Solidariedade. A decisão depende de pesquisas e de alianças.
Aécio participou de reunião nesta terça-feira (19) com o presidente do Solidariedade, Paulinho da Força, e com o líder do Cidadania, Alex Manente, além da cúpula tucana. O objetivo é buscar tração eleitoral até as convenções de julho.
A estratégia mira diferencias com Lula e com Flávio Bolsonaro, buscando conquistar eleitores de centro. O projeto também pode abrir espaço para que Aécio atue como vice na chapa, segundo relatos de participantes.
Contexto político
Roberto Freire, ex-presidente do Cidadania, afirmou que pedirá reunião da federação PSDB-Cidadania para defender a candidatura de Aécio. Freire disse que o país não pode permanecer com o atual quadro político.
O nome de Aécio já foi aventado para tentar superar o desgaste gerado por denúncias da Lava Jato, que atingiram o tucano em 2014. A defesa interna ressalta o histórico de governança de Minas Gerais como ativo.
Desdobramentos e cenários
Aécio não comentou o assunto. Ele vinha avaliando opções, entre candidatura ao Senado por Minas e reeleição como deputado federal. A reunião desta terça avaliou a viabilidade de uma candidatura presidencial neste ciclo.
Entre as possibilidades, há a menção de que Aécio poderia se colocar como alternativa ao estilo de centro-direita, explorando tema de combate ao que é visto como lulismo e bolsonarismo. A defesa de sua inocência ainda é lembrada por aliados.
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