O governo Trump sinalizou o fim da coleta de dados demográficos de trabalhadores por raça e sexo, interrompendo o que ficou conhecido como relatório EEO-1. A medida faz parte de reformas de diversidade, equidade e inclusão (DEI) defendidas pela administração. A EEOC informou ao White House a intenção de eliminar a exigência de relato para empresas, sindicatos, governos e instituições educacionais.
Historicamente, o EEO-1 permitia acompanhar padrões de discriminação e apoiar investigações de direitos civis no ambiente de trabalho. Dados de décadas atrás ajudaram a identificar lacunas na igualdade de oportunidades e a orientar ações regulatórias. A decisão marca uma escalada no embate sobre diversidade corporativa.
A decisão veio após resistência de líderes, incluindo legisladores, críticos e especialistas. Em 2024, dados do EEO-1 mostravam queda na divulgação de informações, com cerca de 57% das empresas do S&P 500 reportando os dados para o ano de 2024, menor que em anos anteriores.
A atuação da EEOC sob o governo atual tem sido marcada por mudanças de prioridades, com críticas de que a ausência de dados dificultará a identificação de discriminação e o direcionamento de recursos. Representantes da defesa de DEI argumentam que a coleta era crucial para monitorar desigualdades sistêmicas.
Impactos potenciais
Especialistas afirmam que a eliminação da coleta pode dificultar a fiscalização de leis antidiscriminação e reduzir a visibilidade de gaps de oportunidades. Defensores da coleta ressaltam que dados ajudam a medir avanços e orientar políticas públicas. A decisão também pode estimular estados a adotarem seus próprios requisitos de divulgação.
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