O governo de Donald Trump tem adotado uma posição pró-vapear com base em alegações de ciência de padrão-ouro, segundo relato da imprensa. A defesa oficial sustenta que as políticas são guiadas por evidências, mesmo diante de críticas sobre o impacto no público jovem.
Em dezembro de 2019, Mitch Zeller, então responsável pelo Centro de Produtos de Tabaco da FDA, recebeu orientação distinta da Casa Branca: limitar a proibição a vapes baseados em cápsulas, como Juuls, mantendo sabores mentolados. A mudança ocorreu diante de resistência política.
A mudança de tom ocorreu perto do início da eleição de 2020, conforme Zeller. Ele afirma que o recuo administrativo foi motivado por pressões políticas, visando manter apoio de determinados setores do eleitorado.
Anos depois, já no segundo mandato, Trump reforçou o diálogo com a indústria de vape e com defensores de produtos com sabores. A administração autorizou, sob pressão, a venda de líquidos com sabor blueberry e manga fabricados pela Glas, marcando a primeira aprovação oficial de sabores que não sejam tabaco ou mentol pela FDA.
A decisão provocou descontentamento interno na FDA: o ex-comissário Marty Makary deixou o cargo, citando preocupações sobre o apelo dos produtos entre crianças. Zeller, aposentado desde 2022, afirma que a postura pró-vapes parece alinhada ao que observou no entorno presidencial sobre a importância do grupo de consumidores.
O porta-voz da Casa Branca, Kush Desai, afirmou que a gestão busca ampliar o acesso a vapes com base em evidências que indicam benefícios para adultos que tentam parar de fumar, e que a ciência representa o único fator orientador. Perguntas sobre a motivação política não foram respondidas.
Estudos sobre saborizantes em vapes indicam que podem atrair tanto adultos quanto jovens, o que alimenta o debate sobre a eficácia na transição do tabaco para dispositivos eletrônicos. A discussão envolve efeitos de consumo, regulação e riscos ao público jovem.
Contexto adicional mostra que movimentos como o We Vape We Vote ganharam apoio entre vapers e lojistas, especialmente em estados-chave, diante de políticas restritivas. A pauta segue sob escrutínio conforme novas evidências surgem e decisões regulatórias são tomadas.
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