O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a leitura do requerimento para instalar uma CPMI que investigue irregularidades no Banco Master. A solicitação ocorreu durante a sessão de vetos presidenciais, na sexta-feira.
Segundo ele, a CPMI seria necessária para esclarecer relações entre o banco falido e figuras da política, citando a participação de Daniel Vorcaro e Augusto Lima. Flávio afirmou que não teme nada e que quer esclarecer vínculos com o ex-presidente Lula e com o ministro Alexandre de Moraes.
A pauta ganhou evidência após o Intercept Brasil divulgar mensagens do senador para Vorcaro pedindo apoio financeiro para um filme sobre Jair Bolsonaro. A defesa de Flávio também envolve as investigações sobre o INSS, que ele vinculou ao que chamou de escândalos de corrupção envolvendo o governo.
Contexto e desdobramentos
No plenário, o senador reiterou que o caso do Banco Master envolve fraudes que estão sendo investigadas judicialmente. Flávio associou o episódio a ações que, na visão dele, teriam favorecido o governo petista, sem apresentar novas evidências.
Durante o discurso, aliados próximos estiveram ao lado de Flávio, incluindo Bia Kicis, Carlos Jordy e Cabo Gilberto Silva. O tom foi de defesa do parlamentar e de crítica aos esforços de investigação que, conforme ele, teriam motivações políticas.
A reportagem acompanhará o andamento das propostas de CPMI e as mensagens divulgadas, que ampliam o escrutínio sobre a relação entre empresários ligados ao Banco Master, integrantes do Congresso e figuras da esfera pública.
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